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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Jornalistas atacam Neymar por expressar sua fé

Não bastasse a proibição da FIFA de que jogadores não possam usar dentro de campo camisetas com dizeres religiosos, agora a mídia decide criticar jogadores que fazem isso.

Neste final de semana, correu o mundo as imagens do time do Barcelona comemorando a conquista da Champions League. Um de seus jogadores mais importantes, o brasileiro Neymar, era o único com uma faixa na cabeça. Ela dizia “100% Jesus”. Oficialmente o time catalão não faz proibições aos seus jogadores de expressarem sua fé.

Mas parte da mídia brasileira se encarrega de deixar clara sua contrariedade. O jornalista Marcelo Rubens Paiva, do Estado de São Paulo, chamou Neymar de “100% mal assessorado” e que a faixa era “100% desnecessária”.

Embora se diga, “fã de Jesus”, acredita que os dizeres podem ser ofensivos aos dois terços do mundo que não seguem o cristianismo. Afinal, o craque “deve ser idolatrado por crianças palestinas, africanas, asiáticas, árabes, eslavas, por ortodoxas, judias, muçulmanas, budistas, agnósticas (32,2% da China), xintoísta, hinduístas (mais de 1 bilhão)”.

Possivelmente por saber disso é que Neymar decidiu compartilhar algo que para ele é tão importante. O que Marcelo não percebe é o mesmo que o jornalista Juca Kfouri, que escreveu em sua coluna: “Neymar pôs Jesus no jogo desnecessariamente, como já havia feito antes, sempre esquecido de que os derrotados também podem tê-lo em seus corações”.

Um bom contraste dessa percepção preconceituosa da mídia local é o texto do jornal espanhol El Mundo, que chama o jogador de “profeta” e compara como (pelas redes sociais) Neymar acaba atingindo mais seguidores que o Papa Francisco.

No passado, outros jogadores sofreram esse mesmo tipo de “perseguição” velada da mídia. Na comemoração da conquista da Copa do Mundo em 2002, vários jogadores que ainda eram chamados de Atletas de Cristo usaram camisetas dando glória a Deus.

Durante boa parte de sua carreira, o antigo camisa 10 do Brasil, Kaká foi criticado por suas declarações de fé e por dizer que casou virgem e queria ser pastor.

Neymar ainda é jovem, já figura entre os principais atletas do planeta e sabe que sua demonstração de fé pode fazer diferença para milhões.

O que a mídia brasileira parece esquecer é que a vida dos atletas não se resume às 4 linhas do campo. Os jogadores também têm alma e a maioria reconhece que a glória do futebol é efêmera. Quando um atleta profissional, por exemplo, se assume como homossexual, é elogiado e incentivado a expor isso ao mundo.  Por que Neymar (e outros) não pode expor sua fé?

Fonte: Gospel Prime

Cristofobia: Parada Gay tem transsexual seminu crucificado

A imagem de um protesto de um transexual na cruz, representando Jesus Cristo, durante a 19ª edição da Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) de São Paulo, que aconteceu na tarde do último domingo (7) no centro da cidade, causou revolta nas redes sociais.

Com aproximadamente 20 mil pessoas, de acordo com a estimativa da Polícia Militar, a parada gay teve como alvo lideranças evangélicas e ataques a símbolos religiosos na avenida paulista. Manifestantes exibiam cartazes contra Silas Malafaia e Marco Feliciano, além de criticar a postura da igreja diante do comportamento homossexual.

Nas redes sociais cristãos comentaram a imagem do transexual que trazia os dizeres “Basta de Homofobia” em forma de placa sobre a cruz, semelhante a que foi pendurada na cruz de Cristo com os dizeres “Jesus Nazareno (ou, de Nazaré), Rei dos Judeus”.

Para o deputado Marco Feliciano (PSC/SP), líder da Igreja Assembleia de Deus Catedral do Avivamento, a imagem é uma “blasfêmia”. Nas redes sociais o parlamentar questionou se é permitido profanar a fé ou debochar de símbolos sagrados.

Além disso, Feliciano questionou o uso de dinheiro público em um evento que incentiva o preconceito religioso. No carro de trio elétrico que carregava o transexual, um cartaz exibia o patrocínio da Caixa, Prefeitura de São Paulo, Governo Federal e Petrobras.

O senador Magno Malta (PR-ES) também criticou a imagem através da sua página no Facebook, e criticou o desrespeito as crenças religiosas com uso de dinheiro público. O político questionou o patrocínio das estatais, da prefeitura de São Paulo e do Governo Federal ao evento.

“Não estamos dormindo, esta aberração não passará em branco e vou exigir respeito com nossa crença e também explicações de um Estado laico patrocinar esta cena religiosa, agressiva e que estarreceu o Brasil”, prometeu Magno Malta.

O protesto foi feito pelo transexual Viviany Beleboni, que é considerado musa transex. Segundo informou o transexual, sua intenção era chamar a atenção para o sofrimento que passam os LGBTs de todo o país.

Fonte: Gospel Prime